Como controlar gastos de verdade, em 7 passos práticos
Aprenda como controlar gastos com um método simples de 7 passos, exemplos em reais e uma rotina de 15 minutos por semana que cabe na vida real.
11 min de leitura
Aprenda como montar orçamento familiar em 7 passos, com renda da casa, gastos fixos, filhos e metas, uma tabela de categorias e um exemplo completo em reais.
Equipe TobboAtualizado em 10 min de leitura

Para montar um orçamento familiar, some a renda líquida de todos na casa, liste os gastos fixos, estime os variáveis pela média dos últimos meses, separe uma provisão para despesas anuais e defina metas, como a reserva de emergência. Depois, faça uma reunião mensal rápida para comparar o planejado com o realizado e ajustar.
Em muitas casas, o dinheiro entra de várias fontes e sai por dezenas de caminhos ao mesmo tempo. Um paga a escola, outro faz o mercado, a fatura do cartão chega com compras que ninguém lembra de ter feito e, no fim do mês, a pergunta é sempre a mesma: para onde foi o dinheiro?
O orçamento familiar resolve isso dando um destino a cada real antes de o mês começar. É um acordo da família sobre quanto entra, quanto vai para cada coisa e o que fica para o futuro.
Neste guia você vai ver um passo a passo para montar o orçamento da sua casa, uma tabela de categorias que funciona para a maioria das famílias, como incluir os filhos, como lidar com as despesas que aparecem só uma vez por ano e um exemplo completo em reais, com as contas fechando.
Numa família, cada decisão de gasto afeta outras pessoas, e a informação fica espalhada: cada adulto vê a própria conta e o próprio cartão, mas ninguém enxerga o todo.
Três coisas mudam quando o orçamento é da casa:
Se você ainda não tem o hábito de registrar gastos nem individualmente, vale ler antes o guia sobre como controlar gastos. O orçamento familiar é o passo seguinte: em vez de só olhar o que aconteceu, a família decide o que vai acontecer.
Comece pelo que efetivamente entra na conta, depois de INSS, Imposto de Renda e outros descontos. Some a renda de todos que contribuem com as despesas comuns.
Deixe de fora o 13º, as férias e a restituição do IR: eles funcionam melhor como reforço para metas.
Se o casal tem rendas muito diferentes, a forma de dividir as contas comuns também precisa ser combinada. O artigo sobre como dividir as contas do casal mostra a divisão proporcional à renda, que costuma ser a mais justa.
Gastos fixos são os que se repetem todo mês com valor igual ou parecido. Pegue extratos e faturas dos últimos três meses e anote:
Mercado, farmácia, combustível, lazer, delivery e presentes mudam todo mês. Para estimar, use a média dos últimos três meses, não o mês mais barato. Orçamento montado com o mês mais econômico estoura logo na primeira semana.
Uma dica que ajuda muito: separe um valor pessoal para cada adulto. É o dinheiro que cada um gasta como quiser, sem dar satisfação. Isso evita boa parte das discussões sobre "por que você comprou isso?".
Filhos geram gastos que se espalham por várias categorias e por isso somem no meio do orçamento. Separar uma categoria "Filhos" ajuda a enxergar o custo real e a planejar mudanças, como a troca de escola ou a chegada de um irmão.
Entram aqui: mensalidade e material, uniforme, roupas e calçados, atividades extras, saúde específica (pediatra, dentista, remédios), festas e presentes de aniversário dos amigos, mesada.
A mesada, aliás, é uma ótima forma de trazer as crianças para dentro do orçamento. O guia sobre mesada e educação financeira infantil mostra como definir valor e periodicidade.
IPTU, IPVA, licenciamento, material escolar, matrícula, seguro do carro pago à vista, presentes de Natal. Essas despesas não aparecem todo mês, mas são certas. Quando chegam, sem preparo, viram parcelamento no cartão ou cheque especial.
A solução é somar tudo o que a família paga ao longo do ano e dividir por 12. Esse valor é guardado todo mês numa conta ou caixinha separada e usado só para essas despesas.
| Despesa anual | Valor no ano | Por mês |
|---|---|---|
| IPTU | R$ 1.200 | R$ 100 |
| IPVA e licenciamento | R$ 1.000 | R$ 83,33 |
| Material escolar e uniforme | R$ 1.000 | R$ 83,33 |
| Presentes de fim de ano | R$ 400 | R$ 33,33 |
| Total | R$ 3.600 | R$ 300 |
Valores hipotéticos: use os boletos do ano anterior da sua família.
Com fixos, variáveis e provisões somados, veja quanto sobra. Esse valor vai para as metas da família, nesta ordem de prioridade na maioria dos casos:
O segredo é tratar as metas como uma conta fixa. Programe a transferência para o dia seguinte ao salário. O que fica para "se sobrar" quase nunca sobra.
Ana e Carlos têm dois filhos, de 6 e 9 anos. Ana recebe R$ 4.800 líquidos e Carlos, R$ 3.700. A renda da casa é de R$ 8.500 por mês. Depois de olhar três meses de extratos, eles montaram este orçamento:
| Categoria | Tipo | Valor mensal |
|---|---|---|
| Aluguel e condomínio | Fixo | R$ 2.200 |
| Luz, água, gás e internet | Fixo | R$ 450 |
| Celulares | Fixo | R$ 150 |
| Escola das crianças | Fixo | R$ 900 |
| Plano de saúde | Fixo | R$ 700 |
| Transporte | Fixo | R$ 500 |
| Subtotal fixos | R$ 4.900 | |
| Mercado e feira | Variável | R$ 1.400 |
| Farmácia | Variável | R$ 150 |
| Lazer da família | Variável | R$ 400 |
| Roupas e extras das crianças | Variável | R$ 250 |
| Valor pessoal dos dois adultos | Variável | R$ 400 |
| Subtotal variáveis | R$ 2.600 | |
| Provisão para despesas anuais | Provisão | R$ 300 |
| Reserva de emergência | Meta | R$ 500 |
| Viagem de férias | Meta | R$ 200 |
| Subtotal provisão e metas | R$ 1.000 | |
| Total | R$ 8.500 |
Conferindo: R$ 4.900 + R$ 2.600 + R$ 1.000 = R$ 8.500. Todo real tem destino.
Os fixos representam cerca de 58% da renda (4.900 ÷ 8.500), acima dos 50% sugeridos pela regra 50-30-20, o que é comum em famílias com escola particular e aluguel em cidade grande. Em compensação, eles conseguem mandar R$ 700 por mês para metas (8% da renda) e mais R$ 300 para a provisão anual.
O custo de vida essencial da família, somando fixos, mercado, farmácia e a provisão, é de R$ 6.750 (4.900 + 1.400 + 150 + 300). Para seis meses de reserva, a meta é R$ 40.500. Guardando R$ 500 por mês, eles levariam 81 meses, quase sete anos, sem contar rendimentos. Por isso decidiram reforçar a reserva com parte do 13º e da restituição do IR.
A renda de Ana é cerca de 56% do total (4.800 ÷ 8.500) e a de Carlos, cerca de 44% (3.700 ÷ 8.500). Eles decidiram dividir na mesma proporção tudo o que é comum, ou seja, o orçamento inteiro menos os R$ 400 de valor pessoal: R$ 8.500 − R$ 400 = R$ 8.100.
Somando, R$ 4.574 + R$ 3.526 = R$ 8.100. O que sobra da renda de cada um vira o valor pessoal: R$ 226 para Ana (4.800 − 4.574) e R$ 174 para Carlos (3.700 − 3.526), que juntos dão os R$ 400 previstos na tabela. Cada um contribui conforme o que ganha, e os dois mantêm um espaço livre.
O orçamento não se sustenta sozinho. Uma conversa curta por mês, de preferência sempre no mesmo dia, mantém o plano realista. Uma pauta simples:
Trinta minutos bastam. Fale de números, não de culpa. Se a conversa costuma virar briga, o guia sobre como conversar sobre dinheiro com o parceiro traz formas de começar sem acusação.
O Tobbo importa as transações das contas e cartões conectados pelo Open Finance, com acesso somente leitura, e categoriza tudo com IA, o que tira das costas da família o trabalho de anotar gasto por gasto. Dá para criar orçamentos por categoria e acompanhar durante o mês quanto já foi usado de cada um. No plano gratuito você conecta um banco; com o Tobbo Premium, conecta bancos ilimitados e usa o modo casal, em que cada pessoa escolhe, por conta, o que o parceiro vê. Para quem tem filhos, o Tobbo Kids, também no Premium, organiza mesada, potes e metas das crianças, sob controle dos pais.
Some a renda líquida de todos que contribuem com a casa, levante os gastos dos últimos três meses pelos extratos e faturas e separe em fixos, variáveis e despesas anuais. Defina um valor para cada categoria, reserve uma parte para metas logo no dia do salário e marque uma conversa mensal para comparar o planejado com o que realmente foi gasto.
Uma referência comum é manter as necessidades em torno de 50% da renda líquida, como sugere a regra 50-30-20. Para famílias com filhos, aluguel e escola particular, é frequente ficar entre 55% e 65%. Nesses casos, o importante é preservar ao menos 10% para metas e procurar reduzir os fixos aos poucos, por exemplo na renovação de contratos.
Some todas as despesas que a família paga uma vez por ano, como IPTU, IPVA, licenciamento, material escolar e presentes de fim de ano, e divida o total por 12. Guarde esse valor todo mês numa conta ou caixinha separada. Quando a cobrança chegar, o dinheiro já estará disponível e não será preciso parcelar no cartão.
Não precisa. Muitos casais juntam só o necessário para as despesas comuns e as metas da família, dividindo a contribuição de forma proporcional à renda de cada um. O restante fica como valor pessoal, que cada um gasta como quiser. Esse modelo dá transparência sobre a casa e preserva a autonomia individual, o que reduz conflitos.
O ideal é uma conversa rápida por mês para comparar o planejado com o realizado e ajustar o mês seguinte. Além disso, faça uma revisão mais completa sempre que algo grande mudar, como troca de emprego, nascimento de um filho, mudança de casa ou de escola, ou o fim de uma dívida parcelada, que libera espaço para novas metas.
Revisão: Equipe editorial do Tobbo Finanças
Somos o time que constrói o Tobbo Finanças, um app de finanças pessoais e do casal, grátis para começar, com Open Finance. Escrevemos guias com base em fontes oficiais (Banco Central, Receita Federal, Tesouro Direto, B3, FGC) e em como as pessoas realmente lidam com dinheiro.
Conteúdo educativo. Não é recomendação de investimento nem consultoria individual. Regras, taxas e limites mudam: confira sempre a fonte oficial antes de decidir.
Aprenda como controlar gastos com um método simples de 7 passos, exemplos em reais e uma rotina de 15 minutos por semana que cabe na vida real.
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Veja como dividir as contas do casal de forma justa, compare meio a meio, proporcional à renda e pote comum, e faça o cálculo com exemplos em reais.
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Entenda a regra 50 30 20, veja como calcular sobre a renda líquida com exemplos em reais e aprenda a adaptar o método quando o custo fixo passa de 50%.
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